G. C. J. P.

Your smile gives me chills
I’d rather close my eyes than seeing it
Huge expression of our passion
In a simple curve in your face

I fear
To be, one day, the reason of your tears
Hurting you is my daily nightmare
I don’t want my world, not even for a second, sad

Just keep in mind that I’m full of mistakes
But if I ever did something right
It was not letting you slip through my fingers
While I grabbed you with all my heart’s strenght

I’m not telling you that I love you
‘cause it seems not enough to thank for
all the good you’ve done to me

I just wish, everyday
To be capable of reward you
At least a part of what you deserve
That is, in fact, everything

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Para dormir tranquila.

O sensor da minha câmera tem poeira.
Dá pra ver?
Até dá, mas só se procurar. Eu prefiro ignorar, na maior parte do tempo.

O meu computador está cheio de vírus.
Eu deveria fazer uma varredura?
Sim, porém sinto preguiça. E me considero analfabeta virtual a um ponto de não confiar em minha mão para isso.

Tenho a coluna torta mas me ajeito para bater fotos (na maioria das vezes).
Então não tem problema, né?
Quem me conhece provavelmente já se acostumou com isso.

Eu procuro não entender nada de política pra evitar decepções, dado o país em que vivo.
Mas meu senso moral é aguçado demais pra não olhar torto pra quem estaciona indevidamente em vaga para PCN, ao invés de ser como todos os outros e simplesmente ignorar.

Evito falar algumas de minhas opiniões para minha família pois sei que se o fizer, não serei tratada da mesma maneira – como se assim me tornasse menos merecedora do amor deles.
Assim como na maioria das vezes engulo observações sobre as hipocrisias que alguns amigos cometem.

Já estou na faculdade mas sei que esse não é o curso que eu sempre quis. Nem sei se existe esse “curso dos sonhos”.
Mas se não for o que eu estou, qual vai ser?
Se quero começar a fazer dinheiro ainda cedo, tenho que começar agora. Sem tempo para suposições.
(Não é?)

No fundo eu já aceitei minhas chances de felicidade são praticamente inexistentes. Mas sou idiota o suficiente pra continuar vivendo procurando por elas. Seja em pessoas, livros, filmes, fotografias… ou momentos.

Eu digo que evito sair por ter medo de andar só. Mas se estou o tempo todo só, do que tenho medo? Por que minha mente continua me dizendo que se eu demorar mais que 15 segundos pra fazer meu pedido no McDonald’s o atendente vai rir da minha cara e as outras pessoas da fila vão me linchar? A caixa do supermercado realmente vai contar pra toda a família como aquele dia ela atendeu uma garota estúpida que demorou quase dois minutos pra contar dois reais em moedas? E se for, realmente isso me torna alguém pior?

Todos vão reparar que o cantinho superior esquerdo do meu delinado do olho direito não ficou certo?

Aquele cara simpático que eu achei interessante vai rir da minha cara por eu ter adicionado ele no facebook tendo um minuto de conversa como base?

São extremos nos quais vivo. Ou todos, ABSOLUTAMENTE TODA CRIATURA POSSÍVEL VAI RIR DE ABSOLUTAMENTE TODOS OS MEUS FRACASSOS DIÁRIOS ou ABSOLUTAMENTE NENHUM SER VIVO VAI DAR A MÍNIMA IMPORTÂNCIA AO FATO DE QUE HOJE EU SAÍ DA CAMA. Não existe meio termo.

Por que eu me importo tanto se no fundo não me importo mas nem em viver?

Por que eu ligo se o fato de agradar ou não aos que me cercam nada vai significar quando eu finalmente estiver na solidão feliz de um jardim, um parque ou de uma floresta?

Ofélia. O mundo não liga pros seus erros, sua taurina irritante.

PARE DE LIGAR PARA ELE TAMBÉM. Pare de ligar para ele também

Droga!

Não, aquela pessoa que você cumprimentou ontem não está rindo até agora de suas mãos suadas. Você pode ir dormir tranquila.

Nem ninguém lembra daquele tererê horrível que você fez com 11 anos nas férias. E ninguém ainda perde tempo lembrando do seu aparelho freio de burro na quinta série. Eu juro. Dorme tranquila e vai encontrar com o grifo de estimação que você tem. Lembre que ninguém – sério, ninguém mesmo – pode te julgar por ter um.

Juro.

Ah, e eles também já beijaram o travesseiro como se fosse alguém.

(É sério. Mas não espalha.)

Tez

Transeuntes transportamos tristezas
Transcendam-se

Tragam tabaco, tryptanol
Tolices

Trabalhadores trajam trapos
Tragicamente

Trâmites, trocas, tratados, transações
Tramoias

Tratam-nos tal títeres!
Trapaceiros

Tropas treinam (in)tolerância
Temor

Tamanha trivialidades trespassada
Tapados

Tecnologia traz textões
Tediantes

Tudo tão transitório
Tropeços

Tomar todas?
Certamente.
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