G. C. J. P.

Your smile gives me chills
I’d rather close my eyes than seeing it
Huge expression of our passion
In a simple curve in your face

I fear
To be, one day, the reason of your tears
Hurting you is my daily nightmare
I don’t want my world, not even for a second, sad

Just keep in mind that I’m full of mistakes
But if I ever did something right
It was not letting you slip through my fingers
While I grabbed you with all my heart’s strenght

I’m not telling you that I love you
‘cause it seems not enough to thank for
all the good you’ve done to me

I just wish, everyday
To be capable of reward you
At least a part of what you deserve
That is, in fact, everything

11208937_828295077257659_737520215_n

Difíceis Tempos

Época excitante a que vivemos. E é realmente incrível tudo aquilo que a inventividade humana conseguiu alcançar. E você já deve ter lido esse início de texto em algum outro lugar, justo para servir de contraponto a algo posteriormente apresentado. E é isso mesmo.

Somos seres privativos. Gostamos imensamente do que é nosso e de termos o nosso universo particular, a seara de proteção de cada um, onde todos os interesses próprios são voltados a determinados fins. Seja uma mãe que vai fazer de tudo para conseguir o maior bem-estar do filho, seja o empresário visando o lucro da sua empresa ou até mesmo o eleitor que vota enxergando o que acredita ser melhor para o seu país. Até o presente momento, problema nenhum. Pelo menos em um primeiro olhar.

Em uma segunda vista -essa sim a definidora, já que sempre você olha uma segunda vez para aquilo que lhe desperta a atenção- essa atitude carrega consequências inadmiráveis. Inicialmente, quando levado ao extremo, o foco em seu próprio e único benefício gera uma cegueira branca onde os seus ganhos são a única coisa que importa. Se já somos seres privativos, nada mais que licença poética desse autor para não dizer egoísticos, o que dirá de uma sociedade baseada em indivíduos que só buscam exclusivamente vantagens pessoais?

O caos, eu diria.

E o segundo aspecto, onde realmente quero chegar – pois o primeiro é genuinamente chato -, é mais interessante e advém do anterior. Criamos, com essas atitudes, uma leva de pessoas desconfiadas. Não que ninguém confie em mais ninguém. Afinal de contas, quando abandono o carro aos cuidados do flanelinha, que eu tenho certeza que vai dormir assim que eu dobrar a esquina, em uma rua praticamente deserta, eu ainda acredito que ele não será roubado. Mas é uma preocupação que vai além disso.

Pois esse receio atinge imensamente o campo emocional. Não é fácil entregar-se por completo com a grande possibilidade de ser trocado ao intervalo de uma batida do coração (torna-se simples compreender o porquê de tantas pessoas com problemas cardíacos atualmente). Portanto, nos protegemos. Os tímpanos choram de tanto que ouve-se reclamar de alguém que foi traído ou que não consegue alguém para um compromisso. Nada surpreendente, há de se admitir.

Somos uma geração de amor fast (junk)-food:

a) Decidiu o que quer – definiu os filtros e elaborou o perfil;

b) Fez o pedido – ativou a busca;

c) Recebeu a encomenda – deu match;

d) Comeu (sem necessidade de comparativos nesse ponto);

e) Jogou o resto fora (vide a segunda parte da letra anterior).

Pouco surpreendente o que resulta desse tipo de situação. Além de desconfiadas, uma rede de pessoas parcas de esperanças e repletas de insatisfação.

Porém (e sempre há um). Não há necessidade de desesperos.

Eventualmente isso há de cair por terra. Não de uma única vez e para todos. Mas singular e lentamente. A qualquer instante acaba-se percebendo que nem só pulando de cama em cama se satisfaz um coração.

Afinal de contas, somos muito mais que uma foto bonita que pode ser jogada para um lado ou para o outro. Somos impassíveis de padronização e de simples descarte.

A dificuldade de crer no outro é plenamente aceitável. Só não pode levar a um desacreditamento geral. A existência não faz sentido sem riscos. Despir-se de suas máscaras e revelar-se por inteiro a alguém faz parte do jogo. E se não sabe brincar não desce pro play.

E graças a Deus há quem prefira uma refeição saudável feita em casa ao invés de um drive-thru.

11208937_828295077257659_737520215_n

Para dormir tranquila.

O sensor da minha câmera tem poeira.
Dá pra ver?
Até dá, mas só se procurar. Eu prefiro ignorar, na maior parte do tempo.

O meu computador está cheio de vírus.
Eu deveria fazer uma varredura?
Sim, porém sinto preguiça. E me considero analfabeta virtual a um ponto de não confiar em minha mão para isso.

Tenho a coluna torta mas me ajeito para bater fotos (na maioria das vezes).
Então não tem problema, né?
Quem me conhece provavelmente já se acostumou com isso.

Eu procuro não entender nada de política pra evitar decepções, dado o país em que vivo.
Mas meu senso moral é aguçado demais pra não olhar torto pra quem estaciona indevidamente em vaga para PCN, ao invés de ser como todos os outros e simplesmente ignorar.

Evito falar algumas de minhas opiniões para minha família pois sei que se o fizer, não serei tratada da mesma maneira – como se assim me tornasse menos merecedora do amor deles.
Assim como na maioria das vezes engulo observações sobre as hipocrisias que alguns amigos cometem.

Já estou na faculdade mas sei que esse não é o curso que eu sempre quis. Nem sei se existe esse “curso dos sonhos”.
Mas se não for o que eu estou, qual vai ser?
Se quero começar a fazer dinheiro ainda cedo, tenho que começar agora. Sem tempo para suposições.
(Não é?)

No fundo eu já aceitei minhas chances de felicidade são praticamente inexistentes. Mas sou idiota o suficiente pra continuar vivendo procurando por elas. Seja em pessoas, livros, filmes, fotografias… ou momentos.

Eu digo que evito sair por ter medo de andar só. Mas se estou o tempo todo só, do que tenho medo? Por que minha mente continua me dizendo que se eu demorar mais que 15 segundos pra fazer meu pedido no McDonald’s o atendente vai rir da minha cara e as outras pessoas da fila vão me linchar? A caixa do supermercado realmente vai contar pra toda a família como aquele dia ela atendeu uma garota estúpida que demorou quase dois minutos pra contar dois reais em moedas? E se for, realmente isso me torna alguém pior?

Todos vão reparar que o cantinho superior esquerdo do meu delinado do olho direito não ficou certo?

Aquele cara simpático que eu achei interessante vai rir da minha cara por eu ter adicionado ele no facebook tendo um minuto de conversa como base?

São extremos nos quais vivo. Ou todos, ABSOLUTAMENTE TODA CRIATURA POSSÍVEL VAI RIR DE ABSOLUTAMENTE TODOS OS MEUS FRACASSOS DIÁRIOS ou ABSOLUTAMENTE NENHUM SER VIVO VAI DAR A MÍNIMA IMPORTÂNCIA AO FATO DE QUE HOJE EU SAÍ DA CAMA. Não existe meio termo.

Por que eu me importo tanto se no fundo não me importo mas nem em viver?

Por que eu ligo se o fato de agradar ou não aos que me cercam nada vai significar quando eu finalmente estiver na solidão feliz de um jardim, um parque ou de uma floresta?

Ofélia. O mundo não liga pros seus erros, sua taurina irritante.

PARE DE LIGAR PARA ELE TAMBÉM. Pare de ligar para ele também

Droga!

Não, aquela pessoa que você cumprimentou ontem não está rindo até agora de suas mãos suadas. Você pode ir dormir tranquila.

Nem ninguém lembra daquele tererê horrível que você fez com 11 anos nas férias. E ninguém ainda perde tempo lembrando do seu aparelho freio de burro na quinta série. Eu juro. Dorme tranquila e vai encontrar com o grifo de estimação que você tem. Lembre que ninguém – sério, ninguém mesmo – pode te julgar por ter um.

Juro.

Ah, e eles também já beijaram o travesseiro como se fosse alguém.

(É sério. Mas não espalha.)

Tez

Transeuntes transportamos tristezas
Transcendam-se

Tragam tabaco, tryptanol
Tolices

Trabalhadores trajam trapos
Tragicamente

Trâmites, trocas, tratados, transações
Tramoias

Tratam-nos tal títeres!
Trapaceiros

Tropas treinam (in)tolerância
Temor

Tamanha trivialidades trespassada
Tapados

Tecnologia traz textões
Tediantes

Tudo tão transitório
Tropeços

Tomar todas?
Certamente.
11208937_828295077257659_737520215_n