Da origem das caminhadas.

Qual é a origem do estigma de provar que alguém está errado?

Da onde vem a necessidade de algumas pessoas de, não importa o preço, provar que outra cometeu um engano, por menor que seja? E, pior ainda, por qual motivo alguns ainda relutam em se aceitar errados, em dar o braço a torcer e ver que a sua verdade talvez não seja a única?

Seria algum traço evolutivo? Se eu me provar certa numa frequência tal, minhas características superiores vão sobreviver e garantir o prolongamento da presença da espécie? Se assim for, infelizmente declaro que sou a mais infeliz das criaturas, devendo ser proibida de deixar descendentes na terra. Erro numa frequência incrível, rio de meus erros e passo a me orgulhar deles. Deixo que eles sejam meu parque de diversões, onde crio e destruo possibilidades e ocorrências a partir dos erros que cometi ou deixei de cometer.

Permito que muitas verdades existam em minha mente, todas em relativa paz. Milhares de pontos de vista, de considerações que geralmente são ignoradas pelo bem do veredito coletivo. Esse veredito me irrita. Quem ele pensa que é? O que fez dele tão superior para declarar que meus erros me fazem uma pessoa pior?

O coletivo provavelmente não viu (o que na minha opinião é um dos melhores filmes de animação já feitos, pela simples e forte mensagem que tem) Família do Futuro (ou Meet The Robinsons). Ver uma família inteira, composta de figuras esdrúxulas e interessantíssimas, comemorando aos brados a falha de um jovem fez com que eu me sentisse em casa. Com seus erros você aprende, com vitórias nem tanto.”  E se errava, seguia outro mandamento do filme: continue seguindo em frente.

Não é no presente, nos miúdos do momento que vamos encontrar os reparos para nossos erros. Muito menos no chão cinza que muitos insistem em nos fazer encarar após qualquer derrota. É escolhendo o novo caminho, o novo dia, a folha em branco para continuar errando cálculos e suposições. Esse caminho nos leva longe, mais longe, eu lhe garanto, do que aquele que ainda tá preso naquela vitória sem sentido, no passado.

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