[silêncio] [suspiro]

Estamos “naquela” época de novo. A energia do ano começa a minguar, e com ela, a minha também. A serenidade e a melancolia ficam, me fazendo lançar um último olhar para os eventos deste ano, e lembrar dos anos anteriores também.

Passo a analisar a minha conduta, minhas escolhas e minhas respostas para as charadas que a vida propôs. Me arrependo de algumas, me orgulho de outras, e algumas simplesmente evito lembrar. Estas deixam o questionamento se, de fato, cresci em algum sentido com o passar dos meses.

Analiso minha solidão. Minha relação com ela, os aspectos que mudaram e os caminhos aos quais ela me levou, e que em sua “companhia” percorri. Nestes doze mezes juro que tentei dar um fim a ela –  dei chances, beijos, olhares e abraços… até demais. Cheguei a dar tudo de mim, pelos motivos e pessoas erradas, e fui deixada com nada em troca (ou assim pensei).

Em tempo, eu acredito, curei-me da cegueira, e vi que não estava totalmente afundada. Algumas pessoas, e as risadas que juntos dávamos, mantiveram minha cabeça acima da água, dando tapinhas em minhas costas para que eu não me afogasse, afugentando fantasmas ainda mais sombrios que a solidão. A presença destas sempre foi como o momento de pedir “paz” da brincadeira.

A brincadeira em questão? O amor. Sim. O amor romântico, o amor da cumplicidade e da paixão. Depois de tanto tempo o vendo por aí (ainda que na posse de outros) decidi procurar um para mim: sem sucesso.  Nesta altura do campeonato, resta-me dar de ombro e seguir em frente, tentando não ansiar tanto por algo com o qual meus olhos estão familiarizados, mas meu coração não. Talvez seja o momento de segurar-me nos momentos de risadas, lágrimas e brincadeiras que se espalham lentamente entre os dias na memória.

(Afinal, se existe um substituto para o amor, este é a memória.)

IMG_0836